28 março 2007

Brasil empaca em índice global de tecnologia

País cai uma posição e ocupa 53º lugar em lista com 122 nações.
Argentina e Peru se destacaram pela melhora na classificação.


No ranking de desenvolvimento tecnológico com 122 nações de todo o mundo, o Brasil aparece na 53ª posição, revela um estudo do Fórum Econômico Mundial divulgado nesta quarta-feira (28), referente ao período de 2006 e 2007. Na pesquisa anterior, o Brasil apareceu em 52º lugar, enquanto nos anos anteriores suas posições eram melhores: 46º (2004/2005) e 39º (2003/2004). O documento classificou a aparição mais recente do Brasil como “estável”.
O indicador NRI (Network Readiness Index) mede a capacidade dos países em utilizar as Tecnologias de Comunicação e Informação (TCI) para desenvolver e aumentar sua competitividade. Entre os itens analisados estão a estrutura tecnológica, além da disponibilidade de uso da tecnologia para indivíduos, empresas e governos.

Apesar de o Brasil ter caído uma posição, outros países da América do Sul conseguiram melhorar sua participação no ranking: esse foi o caso da Argentina (63ª, contra 71ª) e do Peru (78ª, contra 85ª). Essa mesma tendência foi vista na América Central, como mostram os números da Jamaica (45ª; ante a 54ª posição anterior), Costa Rica (56ª; 69ª), República Dominicana (66ª; 89ª) e Guatemala (79ª; 97ª).

“Os resultados registrados na América Latina parecem indicar a diminuição da diferença digital entre essas e outras regiões de mais sucesso tecnológico, mas com um nível similar de desenvolvimento, como a Ásia e a Europa Oriental”, afirmou Irene Mia, membro do Fórum Econômico Mundial e co-autora do estudo. “As estratégias adotadas e implementadas na região na última década (...) começaram a dar frutos e permitir que a América Latina melhorasse as Tecnologias de Comunicação e Informação de maneira efetiva”, continuou.

Por outro lado, lembra o relatório, ainda há muitos desafios para a região. Entre eles, a melhora dos sistemas educacionais e de treinamento, além de maiores investimentos em pesquisa e desenvolvimento. As “nações exemplares”, que conseguiram cumprir essas recomendações e ocupar as dez primeiras posições, são Dinamarca, Suécia, Cingapura, Finlândia, Suíça, Holanda, Estados Unidos, Islândia, Reino Unido e Noruega, respectivamente.

23 março 2007

IBGE contou 32,1 milhões de usuários da internet no país

Vinte e um por cento(32,1 milhões) da população de 10 anos ou mais de idade acessaram pelo menos uma vez a Internet em algum local - domicílio, local de trabalho, estabelecimento de ensino, centro público de acesso gratuito ou pago, domicílio de outras pessoas ou qualquer outro local - por meio de microcomputador. As informações fazem parte do suplemento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD de 2005 sobre acesso à Internet e posse de telefone móvel celular para uso pessoal. O levantamento, realizado pelo IBGE, em parceria com o Comitê Gestor da Internet no Brasil - CGI.br, mostrou também que o rendimento, o nível de instrução e a idade apresentam reflexos evidentes no acesso à Internet. Dentre os 32,1 milhões de pessoas que acessaram a Internet, em 2005, a maior parte era de homens(16,2 milhões), tinha entre 30 a 39 anos (5,8 milhões), 13,9 milhões eram estudantes, 20 milhões integravam a população ocupada e 4,2 milhões era de trabalhadores de serviços administrativos.

Segundo a pesquisa, os internautas tinham em média 28 anos de idade, 10,7 anos de estudo e um rendimento médio mensal domiciliar per capita de R$1.000,00. Além disso, metade dos internautas utilizou a rede no domicílio em que morava e 39,7% em seu local de trabalho. A conexão discada à Internet mostrou-se mais difundida que a banda larga.




Distrito Federal tinha o dobro do percentual nacional de internautas

Aproximadamente 32,1 milhões de pessoas, que representavam 21% da população de 10 anos ou mais de idade do país, acessaram pelo menos uma vez a Internet em algum local (domicílio, local de trabalho, estabelecimento de ensino, centro público de acesso gratuito ou pago, domicílio de outras pessoas ou qualquer outro local), por meio de microcomputador. O percentual de internautas na população masculina ficou em 22,0%, um pouco acima do indicador referente ao contingente feminino (20,1%). Os percentuais de pessoas que acessaram a rede nas Regiões Norte (12,0%) e Nordeste (11,9%) foram inferiores aos verificados nas Regiões Sudeste (26,3%), Sul (25,6%) e Centro-Oeste (23,4%). O maior percentual de internautas foi encontrado no Distrito Federal (41,1%), sendo que este resultado ficou distanciado dos dois seguintes, que foram os de São Paulo (29,9%) e Santa Catarina (29,4%). No outro extremo, os menores valores desse indicador foram os de Alagoas (7,6%) e Maranhão (7,7%) – três vezes menor que a média nacional. Nas regiões metropolitanas, a defasagem entre o máximo e o mínimo desse indicador foi menor. O mais baixo foi o da Região Metropolitana de Belém (19,2%), única abaixo da média nacional, e o maior, da Região Metropolitana de Curitiba (34,8%).



1/3 dos jovens de 15 a 17 anos eram internautas

Os usuários da Internet apresentaram perfil bastante distinto daquele das pessoas que não utilizaram a rede. As diferenças entre esses dois grupos se tornam evidentes no confronto de suas características de idade, nível de instrução e rendimento. A idade média da população de 10 anos ou mais de idade, usuária da Internet, situou-se em 28,1 anos, sendo expressivamente menor que a das pessoas que não usaram esta rede (37,5 anos).

A pesquisa verificou que a utilização da Internet estava mais concentrada nos grupos etários mais jovens. No grupo de 15 a 17 anos de idade, 33,9% das pessoas acessaram essa rede, sendo este resultado maior que os das demais faixas etárias. Esse percentual foi declinando com o aumento da faixa de idade, atingindo 7,3% no contingente de 50 anos ou mais de idade. A proporção de pessoas que acessaram a Internet no grupo etário de 10 a 14 anos (24,4%), ficou acima daqueles das idades a partir de 30 anos, tanto na parcela feminina como na masculina.

76,2% das pessoas com 15 anos ou mais de estudo acessavam a Internet

O nível de instrução dos internautas foi bem mais elevado que o das pessoas que não utilizaram a rede. O número médio de anos de estudo dos usuários da Internet foi de 10,7 anos, enquanto o das pessoas que não utilizaram esta rede ficou em 5,6 anos. Quanto mais elevado era o nível de instrução, maior foi a proporção de usuários da Internet. Enquanto 2,5% das pessoas sem instrução ou com menos de 4 anos de estudo acessaram a Internet, no contingente com 15 anos ou mais de estudo este percentual alcançou 76,2%.

O nível do rendimento médio mensal domiciliar per capita das pessoas que utilizaram a Internet foi também mais elevado que o daquelas que não acessaram esta rede. O rendimento das pessoas que não utilizaram a Internet ficou em R$ 333,00, representando um terço daquele dos indivíduos que acessaram a esta rede (R$ 1 000,00). A proporção de pessoas que acessaram a Internet foi crescente com o aumento da faixa de rendimento mensal domiciliar per capita. Na faixa de sem rendimento a ¼ do salário mínimo de rendimento mensal domiciliar per capita 3,3% eram usuários da Internet, enquanto na de mais de 5 salários mínimos este percentual atingiu 69,5%.

35,9% dos estudantes eram internautas

A proporção de pessoas que acessaram a Internet na população dos estudantes (35,9%) foi mais do que o dobro daquela do contingente que não se enquadrava nesta condição (16,0%). Somente no Distrito Federal (57,5%) e em São Paulo (51,2%), mais da metade dos estudantes acessavam a Internet. O distanciamento entre esses dois indicadores foi acentuado tanto na população masculina (35,6% e 17,3%, respectivamente) como na feminina (36,1% e 14,7%, respectivamente).

A pesquisa do IBGE revelou, também, que o percentual de pessoas que acessaram a Internet na população ocupada (22,9%) superou o do contingente que não tinha trabalho (18,5%). Constatou-se, ainda, que a proporção de mulheres que utilizaram a Internet na população ocupada feminina (24,7%) foi substancialmente mais elevada que a da não-ocupada (16,2%). Entre os homens, o indicador referente à parcela não-ocupada (22,7%) superou o da ocupada (21,6%), ainda que tenham ficado pouco distanciados.


Entre os profissionais das ciências e das artes, 72,8% acessavam a Internet

O percentual de pessoas que utilizaram a Internet no grupamento formado pelos profissionais das ciências e das artes alcançou 72,8%, situando-se no patamar mais alto. Em seguida, vieram os dos grupamentos dos trabalhadores dos serviços administrativos (59,3%) e dos dirigentes em geral (58,0%) e, depois, os dos membros das forças armadas e auxiliares (52,9%) e dos técnicos de nível médio (51,9%). Os demais grupamentos apresentaram percentuais abaixo de 22%, sendo o do grupamento dos trabalhadores agrícolas (1,7%) destacadamente o menor.

Nos grupamentos de atividade que concentravam grande massa de trabalhadores de menor escolaridade as proporções de pessoas que acessaram à Internet, em algum local, foram as mais baixas. Essa proporção ficou em 1,8% no grupamento agrícola, 4,0% no dos serviços domésticos e 9,1% no da construção. Por outro lado, nos grupamentos em que parcela considerável dos seus trabalhadores desenvolvia tarefas que demandavam mais formação educacional ou o próprio uso da Internet para o desenvolvimento do trabalho, os percentuais foram mais elevados. Esse indicador atingiu 47,3% no grupamento da administração pública, 47,5% no da educação, saúde e serviços sociais e 57,9% no das outras atividades (intermediação financeira, seguros, previdência privada, atividades de informática, pesquisa e desenvolvimento etc.).




Entre militares e funcionários públicos, 47,7% eram Internautas

A proporção de usuários da Internet também foi diferenciada em função das posições na ocupação e categorias do emprego em que as pessoas se inseriam no mercado de trabalho. O contingente formado pelos militares e funcionários públicos estatutários, foi o que apresentou o mais elevado percentual de pessoas que acessaram à Internet (47,7%), vindo em seguida a dos empregadores (40,6%) e, depois, o do contingente das pessoas com carteira de trabalho assinada (32,6%). No outro extremo, 1,8% dos trabalhadores na produção para o próprio consumo ou na construção para o próprio uso utilizaram a Internet. Esse indicador ficou em 17,5% na categoria das pessoas com emprego não-registrado, 12,1% no contingente de trabalhadores por conta própria e 9,1% no dos não-remunerados. Pode-se perceber que o nível de instrução dessas categorias se refletiu claramente nesse indicador. A categoria dos militares e funcionários públicos estatutários foi a que deteve o mais elevado nível de instrução, vindo, em seguida, o dos empregadores e, depois, o das pessoas com carteira de trabalho assinada. O contingente dos trabalhadores na produção para o próprio consumo ou na construção para o próprio uso foi o que apresentou o mais baixo nível de escolaridade.

Metade dos internautas utilizava a rede no próprio domicílio

A pesquisa investigou também o local de acesso à Internet e os resultados mostraram que 52,4% dos internautas utilizou mais de um deles no período de referência dos últimos três meses de 2005. No total de pessoas que utilizaram a Internet, metade (16,1 milhões) acessou no domicílio em que morava e 39,7% em seu local de trabalho. O uso da Internet em centro público de acesso gratuito foi o que apresentou o menor percentual (10,0%), representando menos da metade do referente à utilização em centro público de acesso pago (21,9%). O acesso em estabelecimento de ensino atingiu 25,7%.

Confrontando os resultados por sexo, verificou-se que, na população masculina que acessou à Internet, as proporções de usuários que a utilizaram no local de trabalho (43,5%) e em centro público de acesso pago (24,1%) foram substancialmente mais elevadas que as do contingente feminino (35,8% e 19,6%, respectivamente). Por outro lado, o percentual de mulheres usuárias da Internet que a utilizaram em estabelecimento de ensino (27,8%) suplantou o dos homens (23,6%).

Os números de pessoas que utilizaram a Internet foram bastante distintos em função das finalidades para as quais a acessaram. Na população de 10 anos ou mais de idade, as maiores proporções foram as das pessoas que acessaram à Internet com as finalidades de educação e aprendizado (71,7%) e comunicação com outras pessoas (68,6%) e a menor foi a das que usaram esta rede para comprar ou encomendar bens e serviços (13,7%).



Os usuários da Internet se distinguiram sensivelmente, em termos de várias características (tais como, idade, nível de instrução, rendimento etc), ao se considerar as finalidades do acesso a esta rede. A mais alta idade média foi a das pessoas que usaram a Internet para efetuar transações bancárias e financeiras (35,8 anos), vindo em seguida a das que a acessaram para interagir com autoridades públicas ou órgãos do governo (35,1 anos) e comprar ou encomendar bens ou serviços (34,2 anos). Essas três idades médias ficaram sensivelmente distanciadas daquelas das pessoas que acessaram para as demais finalidades. A menor idade média foi a das pessoas que utilizaram a Internet para atividades de lazer (24,8 anos). Em todas as finalidades, as idades médias das mulheres ficaram um pouco abaixo das referentes aos homens.



Na população dos estudantes usuários da Internet, a proporção dos que a utilizaram para educação e aprendizado foi destacadamente a mais elevada (90,2%), vindo depois, mais distanciadas, as dos que a acessaram para comunicação com outras pessoas (69,7%) e atividades de lazer (65,5%). A proporção dos estudantes que a acessaram para a leitura de jornais e revistas alcançou 40,7% e as referentes às demais finalidades ficaram abaixo de 20%.

No contingente dos usuários da Internet que não eram estudantes, o maior percentual foi o das pessoas que acessaram a esta rede para comunicação com outras pessoas (67,8%), vindo, em seguida, as dos indivíduos que a utilizaram para educação e aprendizado (57,5%), leitura de jornais e revistas (51,7%) e atividades de lazer (45,7%).


Não ter acesso a microcomputador era principal motivo para não utilizar a rede

A impossibilidade de acesso ao microcomputador foi o principal motivo alegado pelas pessoas que não utilizaram a Internet (37,2%). Entre os estudantes, não acessaram a rede por esta razão aproximadamente metade deles (50,6%). A parcela das pessoas que não usaram a Internet por não acharem necessário ou por não quererem ficou em 20,9% e a das que não sabiam utilizar a rede, em 20,5%. Entre as três principais razões para a não-utilização citadas acima, os maiores percentuais foram registrados no Distrito Federal (51,6% alegaram não ter acesso a microcomputador); Santa Catarina (28,7% não acharam necessário ou não queriam), e no Amazonas (41,3% não sabiam utilizar). A parcela de pessoas que não utilizaram a Internet devido ao alto custo dos microcomputadores alcançou 9,1%.



Os motivos para as pessoas não acessarem a Internet variaram de acordo com o rendimento médio mensal domiciliar per capita. Entre as pessoas que não acessaram devido ao microcomputador existente no domicílio não estar conectado à Internet, o rendimento era de R$ 559,00. Já as pessoas que não achavam necessário ou não queriam, tinham rendimento mensal domiciliar per capita de R$ 481,00, e as que não acessaram devido ao fato de que o microcomputador que usavam em outro local não estar conectado à Internet (R$ 411,00), enquanto os menores rendimentos foram os dos indivíduos que não a utilizaram por não terem acesso a microcomputador (R$ 277,00) e devido ao custo do microcomputador ser alto (R$ 261,00).

Mais de um terço dos internautas acessavam uma vez ou mais por dia

A PNAD Internet mostrou, também, que a maior parte dos internautas acessou a rede pelo menos uma vez por semana, mas não todo dia (47,3%); mais de um terço (36,3%) pelo menos um vez por dia; 11,7% pelo menos uma vez por mês, mas não toda semana. Os percentuais de usuários da Internet que a utilizaram pelo menos uma vez ao dia foram maiores no Centro-Oeste (39,6%), Sudeste (38,6%) e Sul (37,7%); e menores nas regiões Norte (26,2%) e Nordeste (27,6%). As Unidades da federação que apresentaram os menores percentuais de pessoas que a acessaram a rede com mais intensidade (pelo menos uma vez por dia) foram o Piauí (16,7%), Amapá (17,4%) e Roraima (18,8%). No outro extremo e destacado dos resultados das demais unidades da federação, situou-se esse indicador do Distrito Federal (47,8%).

Os homens acessaram a Internet com mais freqüência do que as mulheres. No contingente masculino, 38,8% utilizaram a rede pelo menos uma vez por dia, enquanto no feminino este percentual ficou em 33,7%. Esse comportamento ocorreu em todas as grandes regiões. A pesquisa demonstrou, ainda, que os jovens acessaram a rede com menor intensidade do que os mais velhos. No contingente de usuários da Internet de 10 a 17 anos de idade, 24,1% utilizaram essa rede pelo menos uma vez por dia, enquanto na faixa etária de 40 anos ou mais, este percentual subiu para 45,3%.



Conexão discada era mais freqüente do que a banda larga

Na população de 10 anos ou mais de idade usuária da Internet no domicílio em que morava, no período de referência dos últimos três meses, 52,1% tinha somente a conexão discada, 41,2% unicamente por banda larga e 6,7% ambas as formas de acesso. A Região Centro-Oeste foi a única em que a proporção de pessoas que tinham somente a conexão discada (38,7%) foi menor que a das que dispunham unicamente da banda larga para acessar a Internet (57,1%) e a Nordeste foi a que apresentou os resultados mais próximos (47,1% para a conexão discada e 46,2% para a ligação por banda larga).

Observou-se que, à medida que crescia o rendimento mensal domiciliar, aumentava o percentual de pessoas que tinham conexão à Internet no domicílio somente por banda larga. No contingente de pessoas sem rendimento a 1 salário mínimo de rendimento mensal domiciliar per capita que acessaram no seu domicílio, 20,0% utilizaram somente a banda larga e, na faixa de mais de 5 salários mínimos, esta proporção atingiu 59,8%. A pesquisa verificou que o usuário com banda larga acessa a Internet mais vezes que aqueles de acesso discado

Distrito Federal tinha maior percentual de pessoas com celulares e Maranhão o menor

A posse de telefone móvel celular para uso pessoal mostrou-se mais difundida na população do que o acesso à Internet. No total de pessoas de 10 anos ou mais de idade, 36,7% (56 milhões) tinham telefone móvel celular para uso pessoal. As proporções de pessoas que possuíam telefone móvel celular para uso pessoal nas regiões Sul (47,6%) e Centro-Oeste (47,5%) foram as mais elevadas, vindo em seguida o Sudeste (41,0%). Os resultados foram muito menores nas regiões Norte (26,8%) e Nordeste (23,8%). Nas unidades da federação, o Distrito Federal deteve o mais elevado percentual de pessoas que tinham telefone celular para uso pessoal (66,3%), seguido do Rio Grande do Sul (54,7%). No outro extremo, os menores percentuais desse indicador foram os do Maranhão (14,2%) e Piauí (16,8%). Nas regiões metropolitanas o distanciamento entre os valores extremos foi menor. Os mais baixos percentuais foram os das Regiões Metropolitanas de Fortaleza (40,0%) e Belém (40,7%) e o maior, destacado dos demais, foi o da Região Metropolitana de Porto Alegre (63,3%). O percentual de homens que tinham telefone celular (38,2%) foi maior do que o de mulheres (35,4%) e quase a metade(49,4%) das pessoas da faixa etária de 25 a 29 anos tinham este tipo de aparelho de comunicação. Esse percentual ficou em 19,3% na faixa etária de 10 a 14 anos, e 16,9%, na de 60 anos ou mais de idade. Este comportamento foi observado em todas as grandes regiões, exceto na Sul, em que o máximo desse indicador ocorreu na faixa de 20 a 24 anos de idade.



A pesquisa mostrou que escolaridade e rendimento domiciliar foram fatores que influenciaram na posse do telefone celular. O número médio de anos de estudo das pessoas que tinham telefone móvel celular para uso pessoal foi 9,2 anos, enquanto o das que não o possuíam 5,2 anos. Entre as pessoas sem instrução ou com menos de 1 ano de estudo, apenas 8,5% tinham telefone móvel celular, enquanto no dos indivíduos com 15 anos ou mais de estudo este percentual atingiu 82,9%.

O rendimento médio mensal domiciliar per capita das pessoas que possuíam telefone móvel celular para uso pessoal alcançou R$ 772,00 enquanto o das que não tinham este tipo de telefone ficou em R$ 299,00. Na faixa de sem rendimento a ¼ do salário mínimo de rendimento mensal domiciliar per capita, a proporção de pessoas que tinham telefone móvel celular para uso pessoal situou-se em 10,4% e, na de mais de 5 salários mínimos, atingiu 82,1%.

Nos contingentes de estudantes e não-estudantes, as proporções dos que tinham telefone celular para uso pessoal ficaram no mesmo nível (36,3% e 36,9%, respectivamente). O telefone móvel celular para uso pessoal mostrou-se muito mais difundido na população ocupada do que na não-ocupada, fato este observado para ambos os sexos e em todas as Grandes Regiões. No Brasil, as pessoas que tinham esse tipo de telefone representaram 44,4% da população ocupada e 26,6% da que não era ocupada.

Na população ocupada, o grupamento dos trabalhadores agrícolas foi o que deteve a menor proporção de pessoas que tinham telefone móvel celular para uso pessoal (12,4%), que se situou distanciada da segunda mais baixa que foi a do grupamento dos trabalhadores dos serviços (36,7%). As maiores proporções de pessoas ocupadas que tinham este tipo de telefone foram a dos grupamentos dos dirigentes em geral (79,1%), profissionais das ciências e das artes (78,4%) e membros das forças armadas e auxiliares (76,4%). Em um segundo nível, situaram-se as proporções referentes aos grupamentos dos trabalhadores de serviços administrativos (69,6%) e dos técnicos de nível médio (69,2%).

16 março 2007

Secretaria faz centros de capacitação na Baixada Fluminense

As prefeituras dos 14 municípios da Baixada Fluminense começam, nesta segunda-feira, 12 de março, a escolher os locais onde serão implantados os primeiros Centros Vocacionais Tecnológicos (CVTs), um projeto apresentado aos governos municipais da região pelo secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Alexandre Cardoso, na quinta-feira da semana passada, 8 de março. Idealizados para capacitar a mão-de-obra local a partir da vocação de cada região, os CVTs vão dar à população a oportunidade de se inserir no mercado de trabalho e às empresas que planejam novos empreendimentos um banco de trabalhadores prontos para atuar. O governo federal já garantiu uma verba de R$ 9,2 milhões para a implantação dos módulos.
O modelo básico dos CVTs é de salas de 27 lugares, com TV e equipamento de projeção para as aulas teóricas, que, como sugeriu o secretário Alexandre Cardoso, poderão ser implantados em instalações das prefeituras. Uma vez garantidos o fornecimento de luz e água e a segurança pelos governos municipais, a Secretaria de Ciência e Tecnologia iniciará os cursos, através da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec). Para a escolha das aulas que serão disponibilizadas em cada CVT, serão levados em conta, além da vocação de cada região, os projetos programados para o local.

- Por exemplo, se um grande empreendimento está para ser implantado numa determinada região, precisamos pensar que, numa primeira fase, serão necessários profissionais aptos para atuar no processo de terraplanagem: por exemplo, operador de trator e de retroescavadeira. Depois, vem a construção, portanto, precisaremos formar pedreiros. Por fim, será preciso formar trabalhadores para a montagem eletro-mecânica - explicou o secretário Alexandre Cardoso.

Também com o objetivo de formar um banco de mão-de-obra capacitada no Estado, a Secretaria de Ciência e Tecnologia lançou o projeto Morar Com Dignidade, que, vai, ainda, garantir às comunidades carentes a oportunidade de fazer reformas de pequeno porte em residências. Voltado para formar profissonais de construção civil, o Morar Com Dignidade vai capacitar pedreiros e bombeiros hidráulicos, por exemplo, que farão seu treinamento prático nas comunidades vizinhas aos módulos onde os cursos serão ministrados.

- É triste ver que há residências em algumas comunidades em que as famílias vivem, às vezes, num único cômodo, e não têm nem um encanamento básico. O Morar Com Dignidade pode mudar isso. Os alunos poderão instalar o que falta, com a ajuda dos próprios moradores. Depois, vamos informar a outras regiões do Rio de Janeiro que temos esse banco de profissionais qualificados para fazer reformas. - detalhou o secretário.

Os cursos que formarão os trabalhadores do Morar Com Dignidade, como as dos CVTs, são gratuitos e também ficarão a cargo da Faetec.

15 março 2007

Computador de baixo custo "emperra" no varejo

As poucas experiências com computadores de baixo custo ("low cost PC") revelam dificuldades para a venda no varejo.

Há cerca de um ano e meio, a AMD, empresa americana de processadores e soluções, desenvolveu um computador mais popular e barato, o PIC (Personal Internet Communicator), também com fins de inclusão em nações emergentes.

Disponível no exterior a um preço entre US$ 200 e US$ 250 (R$ 840 no Brasil), o aparelho, no entanto, não vingou em vendas, o que levou a AMD a suspender a fabricação em 2006.

"Tivemos grandes dificuldades ao entrar no varejo [com o aparelho], esbarramos na questão do microcrédito", diz Otto Stoeterau, gerente de projetos da companhia no país.

Além da necessidade de financiamento ao consumidor de baixa renda, ele diz que o projeto deixou outras questões em aberto: "Os PCs estão cada vez mais acessíveis [...] Será que é necessário um PC do jeito como ele existe hoje para um projeto de inclusão digital?"

Juan Jimenez, vice da HP, diz que a empresa prefere apostar na redução gradativa do preço do PC do que na oferta menor de recursos e soluções para que ele fique acessível.

Críticas

Nicholas Negroponte, presidente da OLPC, tem outro conceito. Às críticas sobre limitações operacionais do "laptop de US$ 100", responde que o projeto tem fins educacionais e de inclusão, e não tecnológicos.

A visão é semelhante à de Reinaldo Sakis, do IDC Brasil. "No mercado da América Latina, o fator preço ainda é o principal. Para quem não tem nada, as necessidades são menores."

O analista, porém, faz um alerta. "O marketing terá que ser bem trabalhado pelas empresas, para o consumidor não se sentir enganado. Ele deverá ser informado de que terá um aparelho com poucas funções."

Apesar das vendas titubeantes e das incertezas quanto aos recursos do aparelho, Stoeterau diz acreditar no nicho. "No primeiro mês [de venda] no Brasil, tivemos 150 mil chamadas [o PIC era vendido no país só por telefone], o que demonstra que há demanda."

Modelos para inclusão digital também chegarão ao consumidor final

Os três modelos que serão avaliados pelo governo brasileiro para o projeto de computadores nas escolas prevêem a venda comercial, e não apenas para fins governamentais.

Nicholas Negroponte, presidente da organização sem fins lucrativos OLPC, disse à Folha --e em feira em Las Vegas na última semana-- que o "laptop de US$ 100" poderá ser explorado comercialmente de forma a financiar o seu envio a crianças de países pobres.

Em vez do preço próximo a US$ 150 (cerca de R$ 320) estimado para o equipamento, seria cobrado o dobro, justamente para pagar uma unidade extra. "Mas não teremos versão comercial até 2008", afirmou.

A princípio, os notebooks da OLPC serão produzidos pela taiwanesa Qanta, maior fabricante de PCs do mundo e empresa escolhida para o desenvolvimento do projeto.

A produção em massa deve começar provavelmente em agosto, e o número de laptops entregues pode chegar a 10 milhões em um período de 12 meses, disse o pesquisador.

O laptop de baixo custo com a plataforma desenvolvida pela Intel, denominada "classmate PC", deve chegar ao mercado no primeiro trimestre. No Brasil, a empresa acertou com a Positivo e a CCE como fabricantes do computador, cujo público-alvo são escolas, mas não só da rede pública. Estima-se que, nos EUA, o aparelho custe cerca de US$ 400 (R$ 850).

Ainda não há previsão para o mercado interno, embora a tendência seja de encarecimento devido a fatores como custos locais e importação de componentes.

A outra empresa que pretende fornecer ao governo, a indiana Encore, desenvolveu três modelos de PC de baixo custo. Ela deve formalizar uma parceria neste início de ano com uma das principais empresas nacionais em transmissores para TV e rádio, a Telavo, para fabricar os modelos no país.

O que mais se encaixa nos propósitos do governo é o Mobilis, lançado em 2004. O modelo, que opera com a plataforma Linux --bem como o da OLPC e o da Intel--, foi apresentado informalmente ao alto escalão do governo Lula durante o primeiro encontro de cúpula do Ibas (Índia, Brasil e África do Sul), em setembro passado, em Brasília.

A escolha da empresa representaria um impulso à cooperação Sul-Sul, uma das prioridades na política externa do segundo mandato de Lula.

Com incentivos do governo federal, o Mobilis custaria de R$ 350 a R$ 400, diz o americano Peter Knight, ex-economista-chefe do Banco Mundial no Brasil nos anos 80 e presidente da Telemática e Desenvolvimento, empresa que representa a Encore no país.

10 março 2007

Seis novos municípios brasileiros se tornarão cidades digitais

Brasília - Minicom vai implementar projeto piloto de inclusão digital e governo eletrônico em seis novos locais, com orçamento de R$ 9 milhões.

Seis novos municípios participarão do projeto piloto das cidades digitais, anunciou nesta quarta-feira (29/02) o Ministério das Comunicações. A iniciativa será implantada nestes locais por meio de um convênio com a Fundação Euclides da Cunha, da Universidade Federal Fluminense, no valor de 9 milhões de reais.

Participam do novo piloto as cidades de Almenara (MG), Lavrinhas (SP), Garanhuns (PE), Cacique Double (RS), Cidade de Goiás (GO) e Pindorama (TO). O ministério também avalia a possibilidade de incorporar ao estudo uma cidade fluminense. Atualmente o projeto funciona nas cidades de Piraí, no Rio de Janeiro, Tiradentes, Ouro Preto e uma área de Belo Horizonte.

O objetivo do ministério com a iniciativa é fazer estudos técnicos e experimentos para criar modelos de infra-estrutura para prover serviços de governo eletrônico e de inclusão digital, interligando prédios públicos e escolas municipais.

Com prazo previsto de um ano e meio, as pesquisas vão abranger o impacto das novas tecnologias de acesso sem fio na ampliação do acesso à internet; conteúdos de governo eletrônico; modelos de sustentabilidade que garantam o acesso gratuito à internet em instituições de interesse público e a exploração comercial dos serviços; o impacto dos modelos de exploração em função do marco regulatório atual; e a proposição de eventuais aperfeiçoamentos.

Cidades digitais são prioridade de governo em 2007, diz Minicom

São Paulo - Segundo ministro das Comunicações, parcerias com municípios, empresas públicas têm sido a base para os projetos piloto.

Entre as prioridades do governo federal para 2007 está o desenvolvimento de programas de inclusão, entre eles o desenvolvimento de cidades digitais, semelhantes à implantada o no município de Tiradentes (MG).

Segundo o ministro das Comunicações, Hélio Costa, parcerias com municípios, empresas públicas têm sido a base para os projetos piloto. No total, 20 cidades digitais devem ser incluídas no programas.

“A partir do mês que vem vamos trabalhar na implantação dessas cidades digitais, a começar pelo Ceará chegando até o Rio Grande do Sul”, comentou.

No município de Tiradentes foram instalados computadores em escolas, postos de saúde e órgãos públicos. As máquinas foram interligadas com tecnologia sem fio Mesh e permitem acesso à banda larga gratuita em todos os pontos disponíveis na cidade. O modelo pretende ser reproduzido nas demais cidades digitais.

07 março 2007

8 de Março - Dia Internacional da Mulher

Mundialmente vinculada às reivindicações femininas por melhores condições de trabalho, justiça e igualdade social, a passagem do Dia Internacional da Mulher, é um momento de reflexão sobre os abusos históricos contra as mulheres, mas também sobre as conquistas e mudanças sociais conseguidas.

Exemplo da violência recente sofrida pela mulher aconteceu este ano, em Anapu, no Pará, quando a irmã Doroty foi cruelmente assassinada por pistoleiros.

Ela lutava pelo desenvolvimento sustentável da Amazônia e foi morta barbaramente em defesa dos ideais daqueles qua a tinham como mulher atuante.

Desvincular as lutas e conquistas da mulher a cada ano que passa não é possível, pois a própria criação do Dia Internacional da Mulher surgiu a partir de um episódio trágico, marcado e causado pela histórica repressão das mulheres.

Em 1857, 129 tecelãs de Nova Iorque foram mortas carbonizadas dentro da fábrica onde trabalhavam porque organizaram uma greve por melhores condições de trabalho e contra a jornada de doze horas.


No dia 08 de março de 1857, os patrões e a polícia trancaram

as portas e atearam fogo, matando as 129 operárias

carbonizadas dentro de uma tecelagem





A manifestação das operárias chamou a atenção na época por ser a primeira greve organizada exclusivamente por mulheres e pela tragédia do desfecho. Violentamente reprimidas pela polícia, as tecelãs refugiaram-se dentro da fábrica e no dia 8 de março de 1857, os patrões e a polícia trancaram as portas e atearam fogo, matando as 129 operárias carbonizadas.
A sensibilização da sociedade sobre o episódio e pelas causas femininas foram aumentando e foi em 1910 que surgiu a idéia de criar uma data para marcar as questões femininas e lembrar a morte das operárias. Durante a segunda Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, realizada na Dinamarca, a famosa ativista dos direitos femininos, Clara Zetkin, propôs que o 8 de março fosse declarado como o Dia Internacional da Mulher. Em 1911, mais de um milhão de mulheres se manifestaram, na Europa e a data passou a ser comemorada no mundo inteiro.







Exploração



O papel da mulher na sociedade começou a mudar a partir da Revolução Francesa (1789), quando as mulheres passaram atuar de forma significativa na sociedade. Exploração e limitação de direitos marcaram essa participação feminina e aos poucos foram surgindo movimentos pela melhoria das condições de vida e trabalho, a participação política, o fim da prostituição, o acesso à instrução e a igualdade de direitos entre os sexos.
Na segunda metade do século XVIII, com a Revolução Industrial a absorção do trabalho feminino pelas indústrias, como forma de baratear os salários, inseriu definitivamente a mulher na produção. Ela passou a ser obrigada a cumprir jornadas de até 17 horas de trabalho em condições insalubres e submetidas a espancamentos e humilhações, além de receber salários até 60% menores que os dos homens.
As manifestações operárias surgiram na Europa e nos Estados Unidos, tendo como principal reivindicação a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias. Em 1819, depois de um enfrentamento em que a polícia atirou contra os trabalhadores, a Inglaterra aprovou a lei que reduzia para 12 horas o trabalho das mulheres e dos menores entre 9 e 16 anos. Foi também a Inglaterra o primeiro país a reconhecer, legalmente, o direito de organização dos trabalhadores, com a aprovação, em 1824, do direito de livre associação e os sindicatos se organizaram em todo o país.
Com as mulheres engajadas nessas causas, muitas conquistas vieram e as poucos a classe feminina foi conquistando mais espaço, provando competência e força de trabalho. A cada geração as mulheres ficam mais independentes e, mesmo sem grupos organizados, as conquistas continuam. Mais do que uma luta pessoal, as mulheres - com consciência do poder da classe - também estão representadas junto às causas sociais, emitindo opiniões e reivindicando mudanças nos problemas das minorias.




Por quê 8 de Março ?




Neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve, ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas.


Estas operárias que, nas suas 16 horas, recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas.


Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher".


De lá para cá o movimento a favor da emancipação da mulher tem tomado forma no mundo inteiro.



Objetivo da celebração de comemoração da data


Pretende-se chamar a atenção para o papel e a dignidade da mulher, levando a consciência e o respeito do valor humano na sociedade.



Assumir a importância que ocupa nos dias de hoje em quase todas as economias do mundo (apesar da submissão em países da África e do Oriente Médio) para se manifestar, contestar, protestar, opinar e lutar contra as limitações e opressões que vêm sendo impostos à mulher



Em 1917, após a morte de 2 milhões de soldados russos na I Guerra Mundial, mulheres russas protestaram pedindo "Pão e Paz".
Quatro dias depois, o governo provisório da Rússia deu às mulheres o direito de voto.
Esse dia era 23 de Fevereiro pelo calendário Juliano, 8 de Março pelo calendário Gregoriano, usado em praticamente todo o mundo.
Em dezembro de 1977, a Assembléia Geral da ONU proclamou o dia 8 de Março como o Dia Internacional da Mulher, sendo celebrado até hoje em todo o mundo.

Para saber mais sobre os seus direitos de mulher CLIQUE AQUI

06 março 2007

A TV pela internet vem aí

Hoje, para alugar um filme, é preciso ir até a locadora, ver se ele está disponível, pegar a fila pra pagar e ainda tem prazo para devolver, o que significa ir até à loja novamente. Não seria bom se não fosse necessário sair de casa para alugar um filme? Bastaria pedir e no horário combinado ele estaria passando na tevê, com direito a pausa para ir ao banheiro, como num aparelho de DVD. E quem gosta de ver programas como o Big Brother, não seria melhor se o voto pudesse ser pelo controle remoto?

E quando se estivesse vendo uma partida de futebol, que tal acessar diversas informações, como estatísticas, tabela de pontos, próximos jogos etc.? Gostou do colar da atriz? Já pensou poder comprar pelo controle remoto?

Tudo isso fará parte da tevê interativa, que não necessariamente tem a ver com a tevê digital ou tevê de alta definição (HDTV). São coisas distintas, mas que acabam se misturando. A tevê digital poderá ser interativa, mas essa interatividade somente existirá caso o aparelho esteja conectado a um banco de dados por meio de uma rede. Além de receber o sinal, de alguma forma ele terá de enviar informações, que poderá ser pela internet ou até mesmo pela rede de telefonia celular.

Outra forte candidata a ser uma tevê interativa é a IPTV, a televisão pela internet, que também é digital e em breve será ofertado em alta definição. Não confundir com Web TV, já oferecido por alguns portais e sites como AllTV, que na realidade é uma transmissão do programas de tevê por streaming, que pode ser um arquivo gravado ou ao vivo, acessado por browser no micro e que pouco, ou nada, oferece de interatividade.

A IPTV deverá ser a grande saída das operadoras de telefonia fixa no mundo todo, que estão vendo suas receitas diminuírem com a popularização do VoIP (voz sobre IP ou telefonia pela internet). Para o seu funcionamento é preciso acesso banda larga e é aí que as operadoras entram com sua tecnologia ADSL, que usa os cabos da rede telefônica. Os serviços de IPTV vão se valer da capacidade bidirecional das redes banda larga para oferecer a sonhada interatividade. As possibilidades são inúmeras, desde o vídeo sob demanda e gravação de conteúdo, até jogos online e uma completa personalização. Além da conexão banda larga, o usuário precisará ter um set-top-box conectado ao aparelho de tevê, da mesma forma que ele tem hoje o modem ligado ao micro.

Há uma grande movimentação no mercado internacional e segundo cálculos da empresa de consultoria McKinsey, já há mais de 1 milhão de usuários de IPTV no mundo. A empresa SBC Communications, que adquiriu a operadora de telefonia norte-americana AT&T, lançou o serviço no Texas para 50 mil assinantes; a espanhola Telefónica já possui mais de 200 mil assinantes; e a PCCW, de Hong Kong, com 450 mil. Outras operadoras, como a France Telecom, Verizon (EUA) e a alemã Deutsche Telekom, também anunciaram serviços nesta área. Por não ter restrições na legislação, a Europa é o mercado mais adiantado. Por outro lado, o Brasil sequer conseguiu definir ainda qual padrão de tevê digital aberta deverá adotar (as apostas são no padrão japonês).

Ainda há pouco conteúdo interativo disponível em IPTV. A maior parte ainda é vídeo sob demanda, como filmes, seriados, desenhos etc. Mas aos poucos as novidades vão surgindo. A operadora France Télécom e a distribuidora de sinais via satélite TPS acabam de anunciar que vão oferecer, a partir de 1º de junho, o primeiro serviço de tevê sobre protocolo IP de alta definição do mundo, por meio do canal MaLigne TV. A grande atração serão os jogos da Copa do Mundo, mas o serviço também cobrirá outros grandes eventos esportivos, campeonatos franceses de futebol e basquetebol e, a partir de agosto, com exclusividade, jogos dos campeonatos inglês e alemão, além de muitos filmes, especialidade do canal. O serviço já tem cerca de 230 mil assinantes.

28 fevereiro 2007

27 fevereiro 2007

Internet possibilita a qualquer pessoa o papel de jornalista

Uma mudança está em curso no jornalismo mundial. E você (sim, é você mesmo, caro leitor) encontra-se no centro disso. Com a popularização das formas de colaboração via internet, o cidadão está deixando a sua posição de, na maioria da vezes, mero espectador das notícias para transformar-se, ele próprio, em um narrador dos fatos.
Sites em que os internautas publicam reportagens; páginas em que os usuários, e não jornalistas, determinam quais fatos têm maior relevância; blogs com relatos pessoais dos acontecimentos e até um jornal virtual gerado por milhares de "repórteres" amadores espalhados pela Terra são exemplos de como essa onda está se disseminando.
O fenômeno, inclusive, já chamou a atenção de veículos tradicionais, como The New York Times, BBC, Estadão, O Globo, entre outros, que desenvolveram ou estão desenvolvendo canais virtuais para o leitor contribuir na cobertura dos fatos com textos e fotos.
"A web permite que as pessoas publiquem tudo o que quiserem facilmente. E muitos optaram pelo jornalismo, como uma forma de suprir temas que a mídia não cobre", disse ao Link o jornalista norte-americano Dan Gillmor, um dos principais ativistas mundiais do "jornalismo cidadão", como está sendo chamado o fenômeno.
Para ter uma idéia da abrangência do fenômeno no mundo, nos EUA, dos 20 milhões de blogs, 34% são considerados jornalísticos por seus donos, aponta um estudo divulgado no ano passado pela Pew Internet & Family Project. Mais: na Coréia do Sul, por dia, 700 mil acessos são feitos ao jornal virtual OhMyNews, redigido pelos próprios internautas.
No Brasil, a coisa ainda não chegou a tanto. Mas as iniciativas de "jornalismo cidadão" começam a se multiplicar. Portais como IG e Terra já permitem que os usuários relatem os fatos em textos, fotos e vídeos.
Os sites dos jornais Estadão, O Globo e Lance! contam com canais para materiais noticiosos do público. Há ainda blogs noticiosos e páginas como o Overmundo, que publica reportagens sobre cultura.
"O jornalismo cidadão ainda é novo no País", diz o pesquisador do Ibope Inteligência José Calazans. "Os brasileiros não têm o costume de procurar essas fontes alternativas para se manter informados."
Mas, segundo a jornalista e especialista em mídia cidadã Ana Maria Bambrilla, isso tende a mudar. "O País ainda tem limitações, como a pequena penetração da internet. Mas não tenho dúvidas de que o jornalismo cidadão ganhará mais adeptos no Brasil. Já é uma realidade hoje. E tende a crescer."
As personal stylists Cristina Gabrielli, 31 anos, e Fernanda Rezende, 29 anos, por exemplo, já fazem parte desse novo movimento. No blog Oficina de Estilo, elas publicam notícias sobre moda e cultura. Na última São Paulo Fashion Week, as duas foram até cobrir os desfiles pessoalmente.
"A diferença entre uma notícia de um site tradicional e a publicada pela gente no blog é que conseguimos criar uma relação mais próxima com os leitores", diz Cristina. "As pessoas acessam o blog para ver as nossas impressões sobre tal coleção, por exemplo."
Essa "democratização" do jornalismo, porém, não é bem vista por alguns setores da imprensa. Órgãos de classe, como sindicatos, defendem que só pode ser considerado jornalismo o que é gerado por profissionais com diploma superior de jornalismo.
"Um jornalista precisa conhecer técnicas, o que só se aprende na universidade", diz o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sérgio de Andrade. "Um internauta, por exemplo, não tem compromisso de checar bem a notícia antes de publicar."
Nesta edição, o Link discute, com jornalistas, "repórteres" amadores e especialistas, esse novo modo de produzir e publicar notícias. E damos dicas para quem quiser entrar na onda. Ah, e não esqueça sua câmera digital e seu bloco de anotações. Na web, agora é você quem faz a notícia. As informações são do O Estado de S. Paulo/Link

23 fevereiro 2007

Trecho da Constituição em Relação a Educação

DA EDUCAÇÃO

Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:

I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;

II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber;

III - pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas, e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino;

IV - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;

V - valorização dos profissionais da educação escolar, garantidos, na forma da lei, planos de carreira, com ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos, aos das redes públicas;

VI - gestão democrática do ensino público, na forma da lei;

VII - garantia de padrão de qualidade.

VIII - piso salarial profissional nacional para os profissionais da educação escolar pública, nos termos de lei federal.

Parágrafo único. A lei disporá sobre as categorias de trabalhadores considerados profissionais da educação básica e sobre a fixação de prazo para a elaboração ou adequação de seus planos de carreira, no âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

Art. 207. As universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.

§ 1º É facultado às universidades admitir professores, técnicos e cientistas estrangeiros, na forma da lei.

§ 2º O disposto neste artigo aplica-se às instituições de pesquisa científica e tecnológica.

Art. 208. O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de:

I - ensino fundamental, obrigatório e gratuito, assegurada, inclusive, sua oferta gratuita para todos os que a ele não tiveram acesso na idade própria

II - progressiva universalização do ensino médio gratuito;

III - atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino;

IV - educação infantil, em creche e pré-escola, às crianças até 5 (cinco) anos de idade;

V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um;

VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do educando;

VII - atendimento ao educando, no ensino fundamental, através de programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde.

§ 1º - O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo.

§ 2º - O não-oferecimento do ensino obrigatório pelo Poder Público, ou sua oferta irregular, importa responsabilidade da autoridade competente.

§ 3º - Compete ao Poder Público recensear os educandos no ensino fundamental, fazer-lhes a chamada e zelar, junto aos pais ou responsáveis, pela freqüência à escola.

Art. 209. O ensino é livre à iniciativa privada, atendidas as seguintes condições:

I - cumprimento das normas gerais da educação nacional;

II - autorização e avaliação de qualidade pelo Poder Público.

Art. 210. Serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a assegurar formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais.

§ 1º - O ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental.

§ 2º - O ensino fundamental regular será ministrado em língua portuguesa, assegurada às comunidades indígenas também a utilização de suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem.

Art. 211. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão em regime de colaboração seus sistemas de ensino.

§ 1º A União organizará o sistema federal de ensino e o dos Territórios, financiará as instituições de ensino públicas federais e exercerá, em matéria educacional, função redistributiva e supletiva, de forma a garantir equalização de oportunidades educacionais e padrão mínimo de qualidade do ensino mediante assistência técnica e financeira aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios

§ 2º Os Municípios atuarão prioritariamente no ensino fundamental e na educação infantil.

§ 3º Os Estados e o Distrito Federal atuarão prioritariamente no ensino fundamental e médio.

§ 4º Na organização de seus sistemas de ensino, os Estados e os Municípios definirão formas de colaboração, de modo a assegurar a universalização do ensino obrigatório.

§ 5º A educação básica pública atenderá prioritariamente ao ensino regular.

§ 6º As cotas estaduais e municipais da arrecadação da contribuição social do salário-educação serão distribuídas proporcionalmente ao número de alunos matriculados na educação básica nas respectivas redes públicas de ensino.

Art. 212. A União aplicará, anualmente, nunca menos de dezoito, e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios vinte e cinco por cento, no mínimo, da receita resultante de impostos, compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino.

§ 1º - A parcela da arrecadação de impostos transferida pela União aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, ou pelos Estados aos respectivos Municípios, não é considerada, para efeito do cálculo previsto neste artigo, receita do governo que a transferir.

§ 2º - Para efeito do cumprimento do disposto no "caput" deste artigo, serão considerados os sistemas de ensino federal, estadual e municipal e os recursos aplicados na forma do art. 213.

§ 3º - A distribuição dos recursos públicos assegurará prioridade ao atendimento das necessidades do ensino obrigatório, nos termos do plano nacional de educação.

§ 4º - Os programas suplementares de alimentação e assistência à saúde previstos no art. 208, VII, serão financiados com recursos provenientes de contribuições sociais e outros recursos orçamentários.

§ 5º O ensino fundamental público terá como fonte adicional de financiamento a contribuição social do salário-educação, recolhida pelas empresas, na forma da lei.

Art. 213. Os recursos públicos serão destinados às escolas públicas, podendo ser dirigidos a escolas comunitárias, confessionais ou filantrópicas, definidas em lei, que:

I - comprovem finalidade não-lucrativa e apliquem seus excedentes financeiros em educação;

II - assegurem a destinação de seu patrimônio a outra escola comunitária, filantrópica ou confessional, ou ao Poder Público, no caso de encerramento de suas atividades.

§ 1º - Os recursos de que trata este artigo poderão ser destinados a bolsas de estudo para o ensino fundamental e médio, na forma da lei, para os que demonstrarem insuficiência de recursos, quando houver falta de vagas e cursos regulares da rede pública na localidade da residência do educando, ficando o Poder Público obrigado a investir prioritariamente na expansão de sua rede na localidade.

§ 2º - As atividades universitárias de pesquisa e extensão poderão receber apoio financeiro do Poder Público.

Art. 214. A lei estabelecerá o plano nacional de educação, de duração plurianual, visando à articulação e ao desenvolvimento do ensino em seus diversos níveis e à integração das ações do Poder Público que conduzam à:

I - erradicação do analfabetismo;

II - universalização do atendimento escolar;

III - melhoria da qualidade do ensino;

IV - formação para o trabalho;

V - promoção humanística, científica e tecnológica do País.

16 fevereiro 2007

No CID a fila anda

Na Baixada Fluminense, a Internet deixou de ser unicamente uma porta de comunicação com o mundo inteiro, para transformar-se também na saída para um problema comum a muitas cidades brasileiras: as filas nos postos do INSS. Graças a uma parceria inédita com o Ministério da Previdência Social, agora, os moradores podem agendar perícias médicas, antecipadamente, e em poucos minutos, inscrever-se para receber auxílio-maternidade e solicitar o Guia da Previdência Social (GPS), sem precisar enfrentar longas filas. Basta ir a um dos postos do CID.
O ajudante de refrigeração Ademar Gonçalves de Almeida, 30 anos, pôde comprovar a eficiência do serviço. Depois de enfrentar a fila do posto do INSS por duas vezes sem sucesso, em três minutos ele conseguiu o que queria no CID do bairro Centenário. "Cheguei na fila do INSS às cinco da manhã e não consegui ser atendido. No dia seguinte voltei lá às 3h30min e também não deu. Mas na fila me deram um folheto do CID e resolvi tentar. E foi tudo rapidinho mesmo", constata.
Ademar foi ao CID para conseguir a contagem do tempo de contribuição do marido de uma tia, que faleceu ano passado. Com as três carteiras de trabalho do falecido em mãos, em poucos minutos, Ademar imprimiu um documento com o registro de todas as contribuições feitas por ele desde 1969.
"Duque de Caxias é a cidade mais preparada para acabar com a fila da Previdência no Brasil e deve isso ao projeto do CID", afirma o presidente do INSS Valdir Moysés Simão.
Parceria de sucesso - Em dez meses de funcionamento, a parceria entre o INSS e o Projeto CID vem dando um exemplo inquestionável da como a internet pode facilitar a vida das pessoas. Mais de 24.000 segurados do INSS foram atendidos nos CIDs. As perícias médicas são o procedimento mais procurado, com mais de 9.000 agendamentos neste período.

12 fevereiro 2007

50 Dicas para Lidar com o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade – TDA/H

"Os pais e professores que têm a chamada “criança-problema” na escola não sabem que na maioria das vezes trata-se de uma situação conhecida como Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade – TDA/H. Existem muitas coisas sobre a TDA/H que as famílias e os professores enfrentam e, às vezes, os profissionais de saúde desconhecem. Não há apenas um tipo de síndrome de TDA/H, mas há varias. A TDA/H normalmente se manifesta com diversos outros problemas de humor. A “face” da TDA/H se modifica conforme o clima, incosntante e imprevisível. O tratamento continua sendo uma tarefa de muito trabalho e devoção. Não há uma solução fácil para lidar com a TDA/H em sala de aula ou, até mesmo, em casa. Afinal, a eficiência de qualquer tratamento para este transtorno nas escolas depende do conhecimento e persistência de cada professor.
Aqui vão algumas dicas que podem ajudar pais e professores a lidarem com crianças de todas as idades com TDA/H."
Espero que estas sugestões possam ajudá-los nessa grande missão.
Um grande abraço,

Alexandre Cardoso

1. Primeiramente, certifique-se de que você está realmente lidando com um caso de DDA. Especificamente, certifique-se de que alguém já testou a audição e a visão da criança recentemente e certifique-se de que outros problemas médicos tenham sido excluídos. Certifique-se de que uma avaliação adequada tenha sido realizada. Continue questionando até que esteja convencido. A responsabilidade de realizar tudo isto é dos pais, não do professor, mas o professor pode ajudar no processo.

2. Em segundo lugar, construa seu próprio suporte. Ser um professor de uma classe onde duas ou três crianças apresentam DDA pode ser extremamente cansativo. Certifique-se de que você tem o suporte da escola e dos pais. Certifique-se de que há um especialista a quem você pode consultar quando você tem um problema (um especialista de aprendizado, um psiquiatra infantil, um assistente social, um [neuro]pediatra – o diploma da pessoa não importa realmente. O que importa é que ele ou ela saiba bastante sobre DDA, tenha acompanhado muitas crianças com DDA, conheça como as coisas funcionam em sala de aula e possa conversar francamente). Certifique-se que os pais estão trabalhando com você e que seus colegas possam ajudar.

3. Em terceiro lugar, saiba seus limites. Não tenha medo de pedir ajuda. Você deve se sentir confortável em pedir ajuda, caso ache necessário.

4. PERGUNTE À CRIANÇA O QUE IRÁ AJUDAR. Estas crianças são muito intuitivas. Elas mesmas podem lhe dizer como elas podem aprender melhor se forem perguntadas. Elas são normalmente muito tímidas para oferecerem a informação gratuitamente, pois isso pode ser bastante excêntrico. Mas tente sentar-se com a criança individualmente e perguntar-lhe como ele ou ela aprende melhor. O melhor “expert” em como a criança aprende é a própria criança. É incrível a quantidade de vezes em que as opiniões das crianças são ignoradas ou nem são perguntadas. Além disso, especialmente com crianças mais velhas, certifique-se de que a criança entende o que é DDA. Isto ajudará muito a vocês dois.

5. Lembre-se de que crianças com DDA precisam de estrutura. Elas precisam que seu meio estruture externamente o que elas não conseguem estruturar internamente. Faça listas. Crianças com DDA se beneficiam muito de tabelas ou listas às quais possam 1.recorrer quando se sentem perdidas no que estão fazendo. Elas precisam de lembretes.
Elas precisam de planos. Elas precisam de repetição. Elas precisam de direção. Elas precisam de limites. Elas precisam de estrutura.

6. LEMBRE-SE DA PARTE EMOCIONAL DO APRENDIZADO. Essas crianças precisam de ajuda especial para encontrar motivação em sala de aula, orientação ao invés de falhas e frustrações, interesse ao invés de tédio ou medo. É essencial que se preste atenção às emoções envolvidas no processo de aprendizado.

7. Exponha regras. Faça com que as regras sejam escritas e que sejam legíveis. A criança precisa sentir-se assegurada por saber o que é esperado dela.

8. Repita “ordens”. Escreva as ordens. Fale as ordens. Repita as ordens. Crianças com DDA precisam ouvir as coisas mais de uma vez.

9. Faça contato visual freqüentemente. Você pode “trazer de volta” uma criança com DDA apenas com o contato visual. Faça isto regularmente. Um mero olhar pode trazer de volta a criança de desvios de pensamento ou dar permissão para que seja feita uma pergunta ou, simplesmente, reassegurar a criança.

10. Sente a criança com DDA perto de sua mesa ou onde você estiver a maior parte do tempo. Isto ajuda a evitar os desvios de pensamento que tanto ocorrem com estas crianças.

11. Estabeleça limites, fronteiras. Esta é uma forma de conter e acalmar, não de punir. Faça-o constantemente, de forma previsível, prontamente e de maneira simples. NÃO entre em complicadas discussões de justiça. Essas discussões longas são apenas um desvio. Tome controle da situação.

12. Mantenha um horário de programação o mais previsível possível. Coloque-o no quadro-negro ou na mesa da criança. Faça referência a este horário constantemente. Se você pretende variar o horário, como a maioria dos professores “interessantes” o fazem, dê diversos avisos e preparação. Transições e mudanças não anunciadas são muito difíceis para estas crianças. Elas ficam desorientadas nestas situações. Tome cuidado especial para preparar para transições com bastante antecedência. Anuncie o que irá acontecer e depois dê avisos repetidamente conforme for chegando a hora da mudança.

13. Tente ajudar as crianças a fazer seus próprios horários como uma forma de evitar uma das principais características da DDA: proscrastinação.

14. Elimine ou reduza a freqüência de testes com hora limitada. Não há grande valor nestes tipos de teste e, definitivamente, eles não permitem que muitas das crianças com DDA mostrem o que realmente sabem.

15. Permita certos momentos de “válvula de escape” como, por exemplo, sair da sala de aula por alguns minutos. Se isto puder ser enquadrado nas regras da sala de aula, isto permitirá que a criança saia da sala ao invés de descontrolar-se, e ao fazê-lo a criança estará começando a aprender importantes instrumentos de auto-observação e auto-modulação.

16. Dê preferência à qualidade ao invés de quantidade dos deveres de casa. Crianças com DDA normalmente precisam de uma carga mais leve. Desde que estejam aprendendo os conceitos, elas devem ser permitidas a fazerem menos deveres. Elas dedicarão a mesma quantidade de tempo, não apenas sendo soterradas por mais coisas do que têm capacidade de lidar.

17. Monitore o progresso regularmente. Crianças com DDA se beneficiam muito de “feedback” constante. Isto ajuda a mantê-las na rota certa, as deixa saber o que delas é esperado e se elas estão atingindo seus objetivos, e pode ser bastante encorajador.

18. Divida grandes tarefas em tarefas menores. Esta é uma das técnicas de ensino mais importantes para crianças com DDA. Grandes tarefas rapidamente oprimem a criança e ela se recolhe em um tipo de resposta do gênero: “Nunca serei capaz de fazer aquilo”. Ao dividir a tarefa em partes menores, cada componente parecerá mais realizável, a criança pode se afastar do sentimento de opressão. Em geral, essas crianças podem fazer muito mais do que elas pensam que podem. Ao dividir tarefas, o professor pode deixar que a criança prove para si mesma do que ela é capaz. Com crianças pequenas isto pode ser de extrema ajuda ao evitar furores causados por frustrações antecipadas. E com crianças mais velhas isto pode ajudá-las a evitar uma atitude derrotista que tantas vezes as atrapalha. E isto ajuda também em diversas outras maneiras. Você deve fazê-lo sempre.

19. Permita-se ser brincalhão, divirta-se, não seja convencional, seja extravagante. Introduza novidades no dia-a-dia. Pessoas com DDA adoram novidades. Elas respondem a isto com entusiasmo. Isto ajuda a manter a atenção – a das crianças e a sua também. Essas crianças são cheias de vida – elas adoram brincar. E acima de tudo odeiam sentir-se entediadas. Muito de seu “tratamento” envolve coisas tediosas como estrutura, horários, listas e regras; você quer mostrar a elas que essas coisas não têm que andar de mãos dadas com o fato de ser uma pessoa tediosa, um professor tedioso, ou coordenar uma sala de aula tediosa. De vez em quando, se você puder ser um pouco brincalhão ajudará bastante.

20. De qualquer maneira, cuidado para não super-estimular. Como uma panela no fogão, a DDA pode ferver e transbordar. É preciso que se saiba reduzir a temperatura rapidamente. A melhor maneira de lidar com o caos na sala de aula é preveni-lo.

21. Procure e enalteça o sucesso sempre que possível. Estas crianças vivem tanto com a falha, elas precisam de toda a sorte de afirmação positiva que puderem receber. Este ponto é de extrema importância: estas crianças precisam e se beneficiam de elogios. Elas adoram encorajamentos. Elas bebem e crescem disto. E sem isto, elas encolhem e murcham. Normalmente o aspecto mais devastador da DDA não é a própria DDA, mas sim o dano secundário que é causado à auto-estima da criança. Portanto, regue estas crianças bem com encorajamento e elogios.

22. A memória é geralmente um problema para estas crianças. Ensine-as pequenos truques como mnemônicos, “flashcards”1 etc. Elas normalmente têm problemas com o que Mel Levine chama de memória ativa de trabalho, o espaço disponível em sua mente. Quaisquer truques que você possa utilizar – filas, rimas, códigos etc – podem ajudar bastante a melhorar a memória.

23. Utilize rascunhos. Ensine esboçando. Ensine sublinhando. Estas técnicas não são facilmente assimiladas por crianças com DDA, mas uma vez que as crianças as aprendem, as técnicas podem ajudar bastante para que as crianças estruturem e dêem forma ao que está sendo aprendido conforme o processo de aprendizado. Isto ajuda à criança a sentir-se seu próprio mestre DURANTE O PROCESSO DE APRENDIZADO, quando ele ou ela mais precisa, ao invés do “embaçado” senso de futilidade que é tão regularmente o sentimento mais importante destas crianças em seu processo de aprendizado.

24. Anuncie o que você vai dizer antes de dizê-lo. Diga. Depois diga o que você acabou de dizer. Como muitas crianças com DDA aprendem melhor através do canal visual, ao invés do auditivo, se você escrever o que vai dizer, assim como dizê-lo, isto pode ser de grande ajuda. Esta forma de estruturação coloca as idéias em seus devidos lugares.

25. Simplifique instruções. Simplifique opções. Simplifique horários. Quanto mais simples a linguagem usada, mais provável que a criança compreenda. E use linguagem colorida. Como códigos coloridos, linguagem colorida prende a atenção.

26. Utilize “feedback” que ajude a criança a tornar-se auto-observadora. Crianças com DDA tendem a ser pobres em auto-observação. Geralmente elas não têm idéia como são percebidas por outros ou como vêm se comportando. Tente abordar esse assunto de maneira construtiva. Faça perguntas como: “Você sabe o que você acabou de fazer?” ou “Como você acha que poderia ter dito isso de forma diferente?” ou ainda “Por que você acha que aquela menina ficou chateada quando você disse o que disse?”. Faça perguntas que promovam a auto-observação.

1.Torne expectativas claras.

28. Um sistema de pontos é uma possibilidade para conseguir modificações comportamentais, ou sistema de recompensas para crianças mais novas. Crianças com DDA respondem bem a recompensas e incentivos. Muitos são pequenos empreendedores.

29. Se a criança tem problemas em decifrar códigos sociais – linguagem corporal, tom de voz, ritmo de tempo e similares – tente, discretamente, dar conselhos explícitos e específicos como uma forma de treinamento social. Por exemplo, diga “Antes de contar sua história, peça para ouvir a dos outros” ou “Quando alguém estiver falando olhe para ele”. Muitas crianças com DDA são vistas como indiferentes ou egoístas, quando na verdade elas apenas não aprenderam a interagir. Essa habilidade não vem naturalmente para todas as crianças, mas pode ser ensinada ou treinada.

30. Ensine técnicas de como fazer provas.

31. Faça de tudo um jogo. Motivação melhora DDA.

32. Separe pares e trios, até grupos inteiros, que não combinem muito bem juntos. Você poderá ter que tentar diferentes formas de agrupamento.

33. Preste atenção a conexões. Essas crianças precisam sentir-se engajadas, conectadas. Desde que elas estejam engajadas, elas sentir-se-ão motivadas e menos inclinadas a divagar.

34. Dê responsabilidade à criança quando possível.

35. Tente utilizar um caderno casa-escola-casa. Isto pode ajudar bastante a comunicação diária entre pais e professores e evitar as reuniões em apenas situações de crise. Isto também ajuda com relação aos freqüentes “feedbacks” que estas crianças precisam.

36. Tente utilizar relatórios diários de progresso.

37. Encoraje uma estrutura de auto-avaliação, auto-monitoramento. Pequenas trocas ao final das aulas podem ajudar nisto. Considere também alarmes, sinais etc.

38. Prepare-se para tempos não estruturados. Essas crianças precisam saber com antecedência o que irá acontecer para que possam preparar-se internamente. Se de repente seu tempo é desestruturado, isso pode gerar estímulos acima de sua tolerância.

39. Elogie, acaricie, aprove, encoraje, dê afeto.

40. Com relação a crianças mais velhas, faça com que elas escrevam bilhetes para elas mesmas para lembrá-las de suas próprias perguntas. Em essência, elas devem tomar notas não apenas sobre o que esta sendo dito a elas, mas também com relação ao que elas estão pensando. Isto irá ajudá-las a ouvir melhor.

41. Escrever à mão é difícil para muitas destas crianças. Considere desenvolver alternativas. Ensine-as a usar um teclado. Dite. Dê testes orais.

42. Seja como o maestro de uma sinfonia. Ganhe a atenção da orquestra antes de começar (você pode usar o silêncio, ou a batida de seu “bastão” para fazer isto). Mantenha a classe no tempo certo, apontando diferentes partes da classe conforme você precisar delas.

43. Quando possível, arranje para que cada aluno tenha um colega/dupla em cada matéria, com seu número de telefone (adaptado de Gary Smith).

44. Explique e normalize o tratamento que a criança recebe para evitar rotulamentos.

45. Reúna-se freqüentemente com os pais. Evite o vício de reunir-se apenas em situações de crise.

46. Encoraje a leitura em voz alta dentro de casa. Leia em voz alta dentro de sala de aula sempre que possível. Use o conto de histórias. Ajude a criança a organizar-se mantendo-se em apenas um tópico de cada vez.

47. Repita, repita, repita.

48. Exercício. Um dos melhores tratamentos para DDA, nos casos de adultos e crianças, é o exercício, preferivelmente exercícios físicos. Exercícios ajudam a “gastar” excesso de energia, isto ajuda a focar a atenção, estimula certos hormônios e endorfinas que são benéficos, além de ser divertido. Certifique-se de que o exercício É divertido para que a criança continue praticando para o resto de sua vida.

49. Com crianças mais velhas, estresse a necessidade de preparação antes da aula. Quanto melhor for a idéia da criança sobre o que será discutido em sala, maiores as chances de o material ser dominado em classe.

50. Esteja sempre atento para momentos de entusiasmo. Essas crianças são muito mais talentosas e possuem mais dons do que normalmente parecem. Elas são cheias de criatividade, brincadeiras, espontaneidade e alegria. Elas tendem a ser flexíveis, sempre se recuperando de eventuais decepções. Elas tendem a ser generosas e alegres em ajudar. Elas normalmente têm “algo especial” que pode contribuir em diferentes ambientes. Lembre-se, há uma melodia dentro desta dissonância, uma sinfonia que ainda precisa ser escrita.

31 janeiro 2007

Inclusão digital no Brasil

Dentro dessa perspectiva o Brasil que vem buscando desenvolver ações diversas visando a inclusão digital como parte da visão de sociedade inclusiva. Desde que entrou em prática, no final de novembro de 2005, o projeto de inclusão digital do governo federal, Computador para Todos - Projeto Cidadão Conectado registrou mais de 19 mil máquinas financiadas até meados de janeiro.

Pouco menos de 2% da meta do programa, se levarmos em conta apenas os dados de financiamento, que é vender um milhão de máquinas para consumidores com renda entre três e sete salários mínimos nos próximos 12 meses. Os dados de financiamento são da Caixa Econômica Federal, que financiou 1.181 equipamentos. O Magazine Luiza, único varejista que obteve uma linha de crédito do BNDES, parcelou 18.186 computadores.

O PC dispõe do sistema operacional Linux e um conjunto de softwares livres com 26 aplicativos, como editor de texto, aplicações gráficas e antivírus. Além disso, há suporte técnico durante um ano e as atualizações são gratuitas e periódicas.

O Brasil conta com um recurso total de 250 milhões de reais, provenientes do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), o financiamento do Computador para Todos pode ser feito pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal, além de redes varejistas, que têm se cadastrado junto a uma linha especial de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Com os esforços de "inclusão digital" outros públicos também compõem o alvo de seu trabalho: idosos, pessoas com deficiência, população de zonas de difícil acesso, dentre outros. A idéia é que as Tecnologias da Informação vieram para ficar e, no futuro, quem não estiver "incluído digitalmente" viverá sob uma limitação social importante, perdendo inclusive direitos garantidos à cidadania.

O Que É a Democracia?

Democracia vem da palavra grega “demos” que significa povo. Nas democracias, é o povo quem detém o poder soberano sobre o poder legislativo e o executivo.

Embora existam pequenas diferenças nas várias democracias, certos princípios e práticas distinguem o governo democrático de outras formas de governo.


Democracia é o governo no qual o poder e a responsabilidade cívica são exercidos por todos os cidadãos, diretamente ou através dos seus representantes livremente eleitos.


Democracia é um conjunto de princípios e práticas que protegem a liberdade humana; é a institucionalização da liberdade.


A democracia baseia-se nos princípios do governo da maioria associados aos direitos individuais e das minorias. Todas as democracias, embora respeitem a vontade da maioria, protegem escrupulosamente os direitos fundamentais dos indivíduos e das minorias.


As democracias protegem de governos centrais muito poderosos e fazem a descentralização do governo a nível regional e local, entendendo que o governo local deve ser tão acessível e receptivo às pessoas quanto possível.


As democracias entendem que uma das suas principais funções é proteger direitos humanos fundamentais como a liberdade de expressão e de religião; o direito a proteção legal igual; e a oportunidade de organizar e participar plenamente na vida política, econômica e cultural da sociedade.


As democracias conduzem regularmente eleições livres e justas, abertas a todos os cidadãos. As eleições numa democracia não podem ser fachadas atrás das quais se escondem ditadores ou um partido único, mas verdadeiras competições pelo apoio do povo.


A democracia sujeita os governos ao Estado de Direito e assegura que todos os cidadãos recebam a mesma proteção legal e que os seus direitos sejam protegidos pelo sistema judiciário.


As democracias são diversificadas, refletindo a vida política, social e cultural de cada país. As democracias baseiam-se em princípios fundamentais e não em práticas uniformes.


Os cidadãos numa democracia não têm apenas direitos, têm o dever de participar no sistema político que, por seu lado, protege os seus direitos e as suas liberdades.


As sociedades democráticas estão empenhadas nos valores da tolerância, da cooperação e do compromisso. As democracias reconhecem que chegar a um consenso requer compromisso e que isto nem sempre é realizável. Nas palavras de Mahatma Gandhi, “a intolerância é em si uma forma de violência e um obstáculo ao desenvolvimento do verdadeiro espírito democrático”.

22 janeiro 2007

Gelson Luiz: artista plástico retrata

Já faz muito tempo que o menino Gelson fitava a paisagem urbana da janela do apartamento de Copacabana onde sua mãe trabalhava como empregada doméstica. Os olhos bisbilhoteiros se fixavam nos números pintados sobre os ônibus, nas formas e cores dos coletivos, que lhe pareciam o componente mais encantador daquela vista.

Em casa, buscava fotos dos coletivos em jornais e revistas, para recortá-las e colá-las em papelão. Dessa forma, construía suas “cidades”, dando asas (ou seriam rodas?) à imaginação fértil de criança. A cidade grande, com suas cores e ângulos, seus contrastes sociais expostos nas paredes grafitadas sempre foram um atrativo para Gelson. Hoje, aos 42, transformada em arte, a paisagem urbana quase grita em cores de suas telas, muitas delas premiadas.




O artista
Nascido em Saracuruna, município de Duque de Caxias (RJ), Gelson Luiz da Silva foi laminador de lã de vidro e apontador de construção civil. Até que a crise por que passou este setor deixou-o sem emprego. A arte, que ocupava apenas as horas vagas, passou a ser meio de vida, ganhou todos os horários do seu dia – que começa às 10h e só termina às 4h da manhã seguinte.

Um curso na Colméia de Pintores do Brasil, no Jardim Zoológico do Rio, em 1981, deixou-o um tanto frustrado, um tanto feliz e muito surpreso. Buscava aprender técnicas acadêmicas, mas foi aconselhado pelo professor: “continua trabalhando assim, que está bom.” Ele mal tinha segurança de manejar o pincel, mas seguiu o conselho. Ao representar uma paisagem do Jardim Botânico, achou que as palmeiras mereciam destaque. Acostumado ao uso do plastic, a ele recorreu para fazer sobressair os troncos. Ao acabar a obra, ela foi imediatamente adquirida por um visitante da Colméia. Este foi um grande incentivo para o espantado Gelson, que quase não acreditava no que acontecia. De lá para cá, passou a usar cada vez mais o relevo nas placas de eucatex pintadas a óleo, começou a freqüentar feiras de artesanato, foi convidado para exposições, ganhou algumas medalhas.

As obras
Apesar de todas as dificuldades a que está sujeito qualquer artista que, no Brasil, pretenda viver de sua arte, Gelson vem conseguindo esta proeza. Utilizando técnica mista e pintura a óleo sobre eucatex, consegue forte expressividade, através do relevo e das cores. Retrata cenas do cotidiano e se reporta muito ao passado próximo. Suas ruas mostram muros cobertos por inscrições que situam o apreciador numa determinada época. Os modelos de veículos, sempre presentes, completam o trabalho de situação geográfico-temporal. Gelson é um cronista do seu tempo. Algumas de suas obras estiveram em exposição na Noruega até 5 de novembro deste ano, e de lá devem seguir para participarem de mostra na Alemanha. Ele teve telas premiadas no Salão de Pintura da Coléia de Pintores do Brasil (1984); no II Salão do Clube dos Sargentos e Oficiais do Rio de Janeiro (1995), no I Salão da Primavera e no I Salão de Inverno do Centro Cultural Joaquim Lavoura (ambos em 2000); no Salão do Comando Militar do Leste (2001). Este ano, participou de mostra no MAC com “2002 Niterói Arte Hoje” (depois estendida para o Teatro João Theotonio, Centro Cultural Cândido Mendes); de coletiva da Regional Metropolitana (Casa das Artes), e teve sua primeira individual, na Sala José Cândido de Carvalho, em São Gonçalo (RJ).

O traço característico é o mesmo dos primeiros desenhos, feitos por volta dos 7 anos: a cidade e o transporte coletivo – algumas mostram o transporte ferroviário, mas a maioria traz imagens de ônibus. Ao conceder entrevista para esta revista, Gelson só fez um pedido: o de poder registrar seu reconhecimento ao pessoal da Associbus, entidade informal que, no Rio de Janeiro, reúne colecionadores de material referente ao transporte por ônibus, pelo incentivo que vem recebendo, especialmente de Rafael Avelar e Rodrigo Santiago. O recado está dado.

20 janeiro 2007

Saracuruna - ( Antiga Rosário )



Linha do Norte - km 34,021 (1960) RJ-1945
Inauguração: 24.04.1888
Uso atual: estação de trens metropolitanos com trilhos
Data de construção do prédio atual: 1928(?)

HISTORICO DA LINHA: A linha que unia o centro do Rio de Janeiro a Petrópolis e Três Rios foi construída por empresas diferentes em tempos diferentes. Uma pequena parte dela é a mais antiga do Brasil, construída pelo Barão de Mauá em 1854 e que unia o porto de Mauá (Guia de Pacobaíba) à estação de R aiz da Serra (Vila Inhomerim). O trecho entre esta última e a estação de Piabetá foi incorporada pela E. F. Príncipe do Grão Pará, que construiu o prolongamento até Petrópolis e Areal entre os anos de 1883 e 1886. Finalmente a estação de Areal foi unida à de Três Rios em 1900, já pela Leopoldina. Finalmente, o trecho entre o a estação de São Francisco Xavier, na Central do Brasil, e Piabetá foi entregue entre 1886 e 1888 pela chamada E. F. Norte, que neste último ano foi comprada pela R. J. Northern Railway. Finalmente, em 1890, a linha toda passou para o controle da Leopoldina. Em 1926 a linha foi estendida finalmente até a estação de Barão de Mauá, aberta nesse ano, eliminando-se a baldeação em São Francisco Xavier. O trecho entre Vila Inhomerim e Três Rios foi suprimido em 5 de novembro de 1964. Segue operando para trens metropolitanos todo o trecho entre o centro do Rio de Janeiro e Vila Inhomerim.

A ESTAÇÃO: Foi aberta com o nome de Rosário quando se uniu a linha do Norte à linha Mauá-Petrópolis, em 1888. Em 1/6/1928, foi elevada de parada a estação (Circular T. 1002, dee 10/5/1928, da Leopoldina Railway). Segundo Silvio Souza, morador local, o Sr. Francisco Vieira Neto foi um dos primeiros proprietários da fazenda Rosário, e que por volta do ano de 1926 teria feito uma exigência para que a estrada de ferro seguisse em frente (para Bongaba): no acerto ele pede o direito de fazer um botequim dentro da estação, para ele ou alguém de sua família. Hoje existe ali uma praça com o seu nome, que como se vê foi o dono de Saracuruna. Nos anos 1940 o seu nome alterou-se para o atual. Com o fim do trecho Vila Inhomerim-Três Rios em 1965, a estação de Saracuruna permaneceu como estação de trens de subúrbio, assim se mantendo até hoje. Segundo Nicholas Burmann, esta é a última estação ferroviária no Brasil que ainda mantém a sinalização mecânica. Por muito tempo, a eletrificação da linha parou em Gramacho, 3 estações antes de Saracuruna; hoje (2007) e desde data que eu não sei precisar, o final da eletrificação da linha já é em Saracuruna. Aqui também acaba hoje a bitola larga (que foi implantada na época da eletrificação da linha, final dos anos 1960 até Gramacho e mais recentemente até sta estação, como já visto), seguindo em frente a bitola métrica. A baldeação daqui para Vila Inhomerim e para Magé e Guapimirim ainda se mantém, pois para lá só seguem trens diesel.

18 janeiro 2007

Centro de Inclusão Digital - Saracuruna


Internet Grátis Em Saracuruna

Aqui o Usuário de Qualquer idade pode acessar a internet, Fazendo Pesquisa Escolares,Pesquisa Judicial, Ações Trabalhistas e Juridicas, ver benefícios dos pencionistas e aponsentados, verificar o auxílio-doença, recadastramento de documentos e entreterimentos!



Conheça mais um pouco sobre o Projeto Centro de Inclusão Digital